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Maciço de Baturité - Ceará

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Desde o último domingo estou no meu querido estado do Ceará. Desta vez na região do Maciço de Baturité. Para muitos ainda uma região desconhecida, mas o Ceará não se restringe somente a capital Fortaleza e praias, para quem não sabe aqui temos também a nossa Serra. São pequenas cidades com muita tranqüilidade e com complexo montanhoso que nos proporciona paz, tranqüilidade e uma temperatura bem abaixo do que encontramos no restante do estado. São matas exuberantes, com inúmeras cachoeiras, cascatas e grutas no meio da vegetação, com trilhas ecológicas e paredões para a prática de rapel, além de muito ar puro e uma rica fauna e flora. Tudo isso faz parte do Maciço de Baturité, dele fazendo parte as cidades serranas como, Redenção (berço da abolição dos escravos, com fazendas, com resquícios de senzalas e um grande produção de cachaça) , Pacoti, Baturité (com seus belos casarios antigos, além do Mosteiro dos Jesuítas), Mulungu, Aratuba, Palmácia e Guaramiranga. A cidade de Guar...

De Batalha para os demais municípios do Baixo Parnaíba

Nesta minha última missão pelo Piauí tive a oportunidade de visitar mais alguns municípios do Baixo Parnaíba Piauiense. Mais uma vez tive como base a cidade de Batalha onde sempre sou muito bem recebido pelas pessoas daquele lugar. Todas as noites depois de uma longa jornada de trabalho colocam-se as cadeiras na calçada para pegar um pouco da brisa que a noite sopra mais forte e diminuir o calor do Piauí. Nesta pausa para relaxar e sempre sou acompanhado pelo Willian, Patrícia, Adão, Socorro, Ana Amélia que com os seus saborosos doces nos recebe tão bem em sua residência. É o momento de avaliarmos um pouco o que vimos e vivenciamos pelos demais municípios de abrangência do Consórcio de Segurança Alimentar e Desenvolvimento Local do Baixo Parnaíba Piauiense – Consad. Visitei nos cinco dias em que lá estive nove municípios da região: Esperantina, Luzilândia, Joaquim Pires, Barras, Nossa Senhora dos Remédios, Cabeceiras do Piauí, Brasileira e Piriripi, além de Batalha. Em cada u...

Frans Krajcberg: Natura

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Na minha última passagem por São Paulo, levado pelo meu amigo Edson Quedas, tive a oportunidade de visitar o Museu de Arte Moderna de São Paulo e ver na Oca, “Frans Krajcberg: Natura”. Natura reúne 65 esculturas e quarenta fotografias do artista de origem polonesa e radicado no Brasil desde 1948. Ele vive há mais de três décadas em uma casa no alto de uma árvore em Nova Viçosa, no sul da Bahia. Ali, em estreita relação com a natureza, ele se mantém em atividade. É considerado o pai da arte ecológica. A exposição é um apelo incisivo pela preservação ambiental onde é evocado o Manifesto do Rio Negro. Um dos pontos que mais me emocionou foram as fotografias das queimadas na região amazônica e ao mesmo tempo a capacidade de regeneração de nossa natureza. Sem dúvida nenhuma uma grande oportunidade de nos conscientizarmos da importância da preservação ambiental.

Saboreando um capote entre amigos

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Chego para mais uma missão no Nordeste e estou agora em Teresina. Sou recebido pelos amigos Rosa Mônica e Flávio com um típico prato da culinária piauiense: capote*. Uma carne de sabor singular acompanhada de uma farofa típica nordestina um verdadeiro passeio pelas origens cearense. Há muito tempo eu não saboreava um capote tão gostoso como o que fora servido em sua casa quando cheguei no Piauí. Além do capote ter a companhia de dois queridos amigos foi ainda mais gratificante e me deu mais força para as visitas que irei fazer pelo território do Baixo Parnaíba Piauiense. Obrigado Rosa e Flávio por me receberem tão bem e com tanta atenção. Obrigado pelo maravilhoso capote. *Capote - para os que não sabem o que é capote é uma ave que também é conhecida como galinha da angola.

O Senhor dos Anéis

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História contada pelo Design de Jóias Antonio Bernardo quando respondeu as perguntas sobre o fascínio da humanidade pelo ouro em entrevista à revista Brasília em Dia. número 617 – 1 a 7 de novembro de 2008. Entrevista Antonio Bernardo O senhor tem alguma explicação para o fascínio que o ouro exerce sobre o homem? A melhor história que eu conheço é a seguinte: o homem primitivo, na sua cultura, tinha como deuses os fenômenos naturais, então o sol era um deus, a lua, outro deus, o trovão era outro deus, o arco-íris, outro deus... Ele se relacionava com o mundo, vamos dizer assim, com essas entidades. Conta a lenda que o homem primitivo estava andando pelo campo e viu um objeto no chão que brilhava; quando a gente vê uma coisa que brilha, chama a atenção da gente. Foi lá, chegou perto, olhou e viu que era amarelo. Ele foi colocar a mão, estava quente, esperou a noite e esperou esfriar. Pegou aquela coisa que ele tinha visto. Qual foi a associação imediata que ele fez? De um deus que...

Cidadão do Futuro

No Noroeste Paulista estive nos municípios de Fernandópolis e Guarani D´Oeste. Neste último tive a grata satisfação de conhecer o Projeto Cidadão do Futuro que trabalha a cidadania a partir da cultura e do fortalecimento da segurança alimentar. Num só espaço as crianças recebem aulas de canto, dança, teatro, artes plásticas. Um projeto que muito me chamou atenção foi do resgate da dança da catira; uma dança característica da região e uma tradicional atividade da cultura local onde uma dupla que na década de 60 ajudou a divulgar a catira no Brasil e que são personagens vivos desta tradição hoje são contratados para orientar as crianças e que segundo eles hoje se orgulham do que vêm aquelas crianças executarem. As mãos que tocam as cordas são tão também as que colorem o dia a dia nos cursos de artes plásticas. Os corpos que dançam são os mesmos que realizam as performances de teatro. Já daí conquistando dois prêmios (melhor ator e melhor ator coadjuvante) na mostra estudantil d...

Ramal da fome, expressão que virou coisa do passado e é enterrado no Sudoeste Paulista

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O sudoeste paulista ficou conhecido como o “Ramal da Fome” desde as décadas de 1920 e 1930. Isto porque o trem, principal meio de transporte da época, saía de São Paulo e, ao chegar a um determinado entroncamento, desviava o carro-restaurante para Bauru. Aos passageiros que seguiam em direção ao sudoeste era servido apenas um acanhado sanduíche de mortadela com guaraná quente. Daí uma das explicações para o nome de Ramal da Fome. Só que conversando com um historiador da cidade descobri que a coisa é bem diferente. Quando Júlio Prestes foi eleito Presidente do Brasil e fora impedido de assumir devido ao golpe de Getúlio Vargas e ele sendo da região a maioria dos projetos e programas do governo deixaram de beneficiar aquele povo por trata-se da terra do opositor getulista. Uma outra explicação para o termo Ramal da Fome que acabei descobrindo. É ainda uma região muito carente devido aos índices de desenvolvimento humano de seus municípios encontrarem-se baixos. Mas a região é reconh...