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Alexia Dechamps e a visão preconceituosa sobre o nordestino pobre

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Recentemente o polêmico comentário da atriz Alexia Dechamps tomou conta das redes sociais e do noticiário. Em audiência pública na Câmara dos Deputados aqui em Brasília, ela se dirigiu aos vaqueiros de forma grosseira e preconceituosa quando disse: ''Calem a boca que nós já pagamos o Bolsa Família de vocês''.  E se eu lá estivesse responderia a esta senhora: “e nós também pagamos para a senhora trabalhar. Esqueceu dos seus projetos financiados através da Lei de Incentivo à Cultura, somos nós que também pagamos estes incentivos. ” Importante deixar claro para a atriz, que assim como a cultura e suas leis de incentivo - as quais sou um ferrenho defensor -,  a Constituição também garante aos cidadãos mais pobres o direito humano a uma alimentação adequada e uma condição de vida com o mínimo de dignidade. 

O sertão e suas belezas

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O sertão é inspirador, Os seus homens e mulheres traduzem fortaleza; Como já foi descrito: “o sertanejo é antes de tudo um forte”. Nem mesmo o calor intenso e as adversidades climáticas deixam seus moradores sem esperança. O sinal das primeiras chuvas que deixa o tempo bonito para chover, enche a todos de esperança. É vida que pulsa, é água que pode brotar. É o inverno a vista  e com ele a fertilidade da terra  e a prosperidade da sua produção. O sertão também  possui beleza, é o seu luar, são suas estrelas e céu infinito e limpo, é a florada do cajueiro, é o mandacaru com suas flores e sua coroa do frade, são as suas pedras  estas sim as mais bonitas.  

O colorido no sertão

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Não são árvores e nem flores, Muito menos a flor de um mandacaru. No meio da aridez do sertão, surge uma nova cor. É uma jovem menina que com seu andar e vestido estampado embeleza e torna o cenário mais esperançoso. Ela não se abate com o sol que resseca a sua pele. Torna os dias secos do verão nordestino mais coloridos. E coloca nas mãos da natureza, a esperança de dias mais prósperos Pois desistir e se entregar não faz parte da cultura do sertão. Pois como  já nos deixou imortalizado por Euclides da Cunha “O sertanejo é antes de tudo um forte”.       Monsenhor Tabosa - Ceará - Comunidade Indígena Pau Ferro - Etnia Tubiba

A sirene do Paço Municipal de São Félix - BA

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Na cidade de São Félix, no Recôncavo Baiano a população municipal tem como elemento norteador para as suas atividades de planejar seus horários o toque de uma sirene. Diariamente um funcionário da Prefeitura Municipal durante um minuto toca em três momentos do dia, uma sirene, que anuncia o início das atividades do comércio local e dos órgãos públicos (8h), de que é hora para o almoço (12h) e que o expediente deve ser encerrado (17h). Assim o comércio local, os servidores públicos e todas as demais atividades produtivas da cidade aguardam este toque para que possam iniciar e encerrar as suas atividades.   Segundo o depoimento de um comerciante todos os que trabalham em sua loja nunca usaram relógio pois se norteam pela sirene do Paço Municipal. Um fato pitoresco aconteceu na cidade por conta de erro no toque da sirene: era época de muita chuva na cidade e no município estava sendo castigado por fortes chuvas e algumas áreas começavam a ficar inundada. Uma funcionári...

Gibão de Couro

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Vendo os jornais de hoje, várias são as matérias e as fotos da Presidenta Dilma Roussef, em visita ao nordeste vestida com um gibão de couro que lhe presenteou uma liderança daquela região. O gibão de couro não é somente uma roupa. Para os vaqueiros e sertanejos além de seu instrumento de trabalho é também um objeto sagrado. Pode ser comparado as armaduras usadas pelos soldados e guerreiros que seguiam para as grandes batalhas. É uma vestimenta que protege aqueles que trabalham na caatinga dos espinhos e do sol. Mas também é motivo de orgulho para estes homens que no período de seca tem que percorrer longas distâncias para levar os animais em busca de água. O gibão é tão sagrado quanto o anúncio da chegada das primeiras chuvas.

Boi de Mamão e a Bernúncia

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Em uma visita a Casa da Alfândega – centro de artesanato e cultura popular de Florianópolis vejo uma peça que me chama a atenção pelas cores e pelos diversos personagens retratados. Como tenha fama de curioso e de procurar interagir com as pessoas lá estou eu perguntando a uma vendedora do centro de que se tratam aquelas ilustrações. - Hora é o Boi de Mamão! – responde ela. E aí pergunto: - Mas o que é Boi de Mamão? Rapidamente ela chama um senhor e tenho uma aula de cultura popular catarinense. O tal senhor chama-se Olivério e há mais de cinquenta anos ele coordena um dos mais tradicionais bois de mamão do Estado de Santa Catarina. O tal boi é uma espécie do boi-bumbá nordestino e hoje é uma das tradições folclóricas mais conhecidas do litoral do Estado de Santa Catarina. Conta-se que certa vez, em Santa Catarina com pressa de se fazer uma cabeça para um boi de pano, foi usado um mamão verde, o que levou a denominar-se deste então de boi de mamão. Trata-se de uma ence...