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O meu Natal

Passei o natal em minha querida terra Nova Russas - Ceará. Sempre que vou lá é um momento de reencontro. De me reencontrar com a criança, com o adolescente que ainda tenho em mim. Lembrar de quando ainda menino já começava a ter mil responsabilidades ajudando o meu pai todos os dias no trabalho dele lá na Casa Lotérica. Das reuniões do Leo Jr., com os trabalhos de responsabilidade social que realizávamos com o povo pobre e carente daquela cidade. Das festas da cidade. Das lembranças dos preparativos do Natal quando a cidade começava a se iluminar com uma enorme árvore de natal cheia de luz que se instalava no palanque da Praça da Igreja. Do presépio que se montava na lateral da Igreja de Nossa Senhora das Graças que para mim tinha uma dimensão de que as esculturas eram gigantes. Desta vez fui visitar o presépio e vi que ele tem um tamanho normal; acho que quando somos crianças tudo é muito grande. Mas continua belo como naquele tempo e ainda me emociono quando vejo principalmen...

Um Café

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Convite para um café no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília e depois uma passada na exposição de Clarice Lispector. Era um fim de tarde. E a oportunidade de duas pessoas se conhecerem. Olhares, palavras, gestos, Tudo era inteiro, intenso e verdadeiro Confissões e encantamento. Anel que corria na mesa... ia e via feito um "Fio de Ariadne" que conduzia aquela conversa. Seria um Café Filosófico? Pode ter sido. Afinal livros, filmes, música se misturavam naquela mesa. Seria um simples Café? Isso nunca. Um café que nenhum barista será capaz de decifrar o sabor, gramatura e intensidade. Ou melhor somente os baristas com o mínimo de sensibilidade e conhecedor da alma humana. Nem mesmo o capitão-mor que trouxe as primeiras mudas ainda no século XVII seria capaz de imaginar o seu poder. Que café foi aquele? Só sei que não era o de um lugar comum. Cafés também possuem segredos assim como os seres humanos. Foi um café de seis horas. Mas que não foi possível ...

O valor de uma amizade

Estou morando definitivo em Brasília há um ano e quatro meses. Desde que aqui cheguei uma coisa que comecei a identificar entre as pessoas do meu grupo de amigos é que o fato de maioria de nós sermos de cidades diferentes e quase todos morarmos sozinhos não trouxemos para esta cidade familiares e sim um pouco de nossas experiências de vida e vivencias profissionais. É um pouco de cada região do país entre estes amigos. Temos pessoas do Nordeste, Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte. Assim a partir deste grupo criamos a nossa família. Todos nos tratamos como irmãos, já temos sobrinhos, cunhados, cunhadas e outros parentes tudo isso a partir desta família que criamos a partir dos laços de amizade. Esta introdução toda é para falar simplesmente de uma coisa chamada amizade entre estas pessoas e que sabem valorizar este sentimento. Resolvi postar este texto a partir de uma experiência vivenciada semana passada por uma das irmãs desta família e que recentemente passou por um momento...

Dor de Museu

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"Só posso chamar assim porque essa dor só aparece quando percorro museus. Mal começo a caminhar e a parar diante dos quadros vem a dor no ombro esquerdo - é sempre a mesma. Gostaria de saber do que se trata. É dor de emoção? " Clarice Lispector Se eu pudesse respondê-la diria: com certeza e é isso Sra. Clarice pois também sempre sinto esta dor e esta emoção quando visito um museu, uma galeria, quando me deparo com uma obra de arte. Viva a emoção! Viva a sensibilidade dos apreciadores de obras de arte.

Exposição: Tributo a JK

Hoje no intervalo do almoço passando pelo complexo Cultural da República em Brasília vejo uma estrutura montada ao lado do Museu Nacional. Resolvo dar uma passada e lá me supreendo com uma fantástica exposição em homenagem ao fundador e idealizador desta cidade. A exposição intitulada TRIBUTO A JK é uma mistura de museu com multimidia, de som com luz e formas. É um mergulho sensorial no universo da construção de Brasília e do homem que ousou criá-la. A exposição é dividida em cinco salas: Sala das Palavras onde frases e expressões de autoria de JK são formadas com ajuda de computação gráfica e projetadas nas paredes e no chão; Sala do Traço a Realidade onde visualizamos os modernos desenhos dos prédios projetados pelo Arquiteto Oscar Niemeyer vão formando curvas e tomando formas nas projeções, é uma viagem pela moderna arquitetura local.Além do ousado plano urbanistico proposto por Lúcio Costa. Uma enorme planta do Plano Piloto, com o traçado original, foi fixada no chão da...

Capital do Crochê

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Foi aprovado na última quarta feira dia 23 de setembro pela Assembléia Legislativa do Estado do Ceará o Projeto de Lei que oficializa a cidade de Nova Russas como a Capital do Crochê no Estado do Ceará. Desde a minha infância, quando ainda menino corria pelas ruas daquela cidade não era nenhuma novidade passar e ver as calçadas cheias de mulheres sentadas e que com as suas mãos habilidosas, cada uma com o seu novelo de linha e agulha na mão e como verdadeiras alquimistas criando um entrelassar de pontos que depois a todos surpreendia pelo colorido, pela ousadia e pela criatividade transformando linha em verdadeiras obras de arte decorativa. Para mim que sou de Nova Russas vejo esta Lei como uma importante iniciativa no sentido de tornar esta atividade artesanal mais conhecida e fortalecida e assim possam aquelas mulheres através do incentivo por parte dos poderes públicos locais terem o apoio necessário no sentido de terem um espaço para comercializarem suas produções e assim o cr...

Livros

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Hoje recebi de uma amiga maranhense Berenice Gomes - a Berê, uma notícia de um trabalho que está sendo desenvolvido por escritor Wilson Marquez de divulgação da Biblioteca Municipal de São Luis que tem como objetivo a formação de cidadãos críticos e pessoas informadas, além de está divulgando a cultura daquele Estado. Ao ler a notícia resolvi fazer esta postagem e acho oportuno, porém, citar Sêneca, um dos grandes nomes da filosofia e um dos maiores homens da Antiguidade, que reuniu algumas observações extremamente interessantes no livro " Sobre a Brevidade da Vida". Nele, o filósofo enaltece os momentos de solidão, as horas de estudo, a busca da sabedoria e o silêncio da leitura. Sêneca acreditava que, graças aos livros, " não nos é vedado acesso a nenhum século, somos admitidos a todos; e se desejamos, pela grandeza da alma, ultrapassar os estreitos limites da fraqueza humana, há um vasto espaço de tempo a percorrer".