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O Senhor dos Anéis

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História contada pelo Design de Jóias Antonio Bernardo quando respondeu as perguntas sobre o fascínio da humanidade pelo ouro em entrevista à revista Brasília em Dia. número 617 – 1 a 7 de novembro de 2008. Entrevista Antonio Bernardo O senhor tem alguma explicação para o fascínio que o ouro exerce sobre o homem? A melhor história que eu conheço é a seguinte: o homem primitivo, na sua cultura, tinha como deuses os fenômenos naturais, então o sol era um deus, a lua, outro deus, o trovão era outro deus, o arco-íris, outro deus... Ele se relacionava com o mundo, vamos dizer assim, com essas entidades. Conta a lenda que o homem primitivo estava andando pelo campo e viu um objeto no chão que brilhava; quando a gente vê uma coisa que brilha, chama a atenção da gente. Foi lá, chegou perto, olhou e viu que era amarelo. Ele foi colocar a mão, estava quente, esperou a noite e esperou esfriar. Pegou aquela coisa que ele tinha visto. Qual foi a associação imediata que ele fez? De um deus que...

Cidadão do Futuro

No Noroeste Paulista estive nos municípios de Fernandópolis e Guarani D´Oeste. Neste último tive a grata satisfação de conhecer o Projeto Cidadão do Futuro que trabalha a cidadania a partir da cultura e do fortalecimento da segurança alimentar. Num só espaço as crianças recebem aulas de canto, dança, teatro, artes plásticas. Um projeto que muito me chamou atenção foi do resgate da dança da catira; uma dança característica da região e uma tradicional atividade da cultura local onde uma dupla que na década de 60 ajudou a divulgar a catira no Brasil e que são personagens vivos desta tradição hoje são contratados para orientar as crianças e que segundo eles hoje se orgulham do que vêm aquelas crianças executarem. As mãos que tocam as cordas são tão também as que colorem o dia a dia nos cursos de artes plásticas. Os corpos que dançam são os mesmos que realizam as performances de teatro. Já daí conquistando dois prêmios (melhor ator e melhor ator coadjuvante) na mostra estudantil d...

Ramal da fome, expressão que virou coisa do passado e é enterrado no Sudoeste Paulista

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O sudoeste paulista ficou conhecido como o “Ramal da Fome” desde as décadas de 1920 e 1930. Isto porque o trem, principal meio de transporte da época, saía de São Paulo e, ao chegar a um determinado entroncamento, desviava o carro-restaurante para Bauru. Aos passageiros que seguiam em direção ao sudoeste era servido apenas um acanhado sanduíche de mortadela com guaraná quente. Daí uma das explicações para o nome de Ramal da Fome. Só que conversando com um historiador da cidade descobri que a coisa é bem diferente. Quando Júlio Prestes foi eleito Presidente do Brasil e fora impedido de assumir devido ao golpe de Getúlio Vargas e ele sendo da região a maioria dos projetos e programas do governo deixaram de beneficiar aquele povo por trata-se da terra do opositor getulista. Uma outra explicação para o termo Ramal da Fome que acabei descobrindo. É ainda uma região muito carente devido aos índices de desenvolvimento humano de seus municípios encontrarem-se baixos. Mas a região é reconh...

Em Itapeva - SP

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Cheguei ontem (sábado) ao Sudoeste Paulista. Uma vegetação bem diferente da região do Vale do Ribeira. Em todo o percurso uma grande quantidade de campos e criação de bois. Durante cinco dias a minha base será a cidade de Itapeva. É manhã e acordo com o sino da catedral de Nossa Senhora Sant´Ana anunciando que o dia amanheceu e também o chamamento aos homens, mulheres e pessoas de fé para comungar na mesa do Senhor na tradicional Missa de Domingo. O hotel em que estou hospedado é na Praça Anchieta. Que com o seu belo coreto bem nos moldes de cidade antiga do interior terá a apresentação no meio da manhã do Projeto Lira na Praça pela Lira Itapevense. A música de qualidade irá depois da celebração da missa emocionar o povo da cidade. Que coisa fantástica escutar boa música em pleno domingo. Porém a cidade já não é mais aquela bem pequena. Já tem um ar de cidade grande afinal são quase 90 mil habitantes. Porém mantém seus tradicionais casarões bem preservados. Seu centro histó...

Final da missão no Vale do Ribeira - SP

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Final do trabalho no Vale do Ribeira. Depois de percorrer toda a região sempre acompanhado pelos rios Ribeira e Palmital lembro agora das belezas dos Vales, do Mirante do Betary, das regiões das cavernas, das belezas naturais desta região. Estou agora no Café Itália brindando o sucesso da missão. Na mesa me deliciando com uma saborosa Batata Suíça, mas é como se eu estivesse acompanhado dos apicultores do Alto Vale (Apiaí) e do Baixo Vale (Iguape, Juquiá e Pariquera-Açu), dos quilombolas de Eldorado, Iporanga e Itaóca, dos agricultores familiares de Jacupiranga, dos ambientalistas de Registro e dos membros do Consad de todo o Vale do Ribeira. Sigo agora para o sudoeste do Estado de São Paulo.

K.K.K.K.

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Construido entre 1913 e 1918, pela Kaigai Kogyo Kabushiki Kaisha - empresa responsável pela colonização japonesa no Vale do Ribeira. Foi prédio foi desenhado pelos arquitetos Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, para ser um entreposto comercial, marco da colonização japonesa na região de Registro. Os galpões de linhas fabris estão construídos às margens do rio Ribeira de Iguape. O conjunto da Kaigai Kogyo Kabushiki Kaisha (KKKK, a Companhia Ultramarina de Desenvolvimento), é formado por quatro galpões de linhas fabris e um volume de três pavimentos, nascido na forma de um entreposto fluvial e até o final dos anos 30 se consolidou como o principal centro organizador da colonização japonesa no Vale do Ribeira. Foi tombado em 1987 e atualmente abriga o Memorial da Imigração Japonesa e o Centro de Formação Continuada de Gestores da Secretaria de Estado da Educação, que promove a capacitação de professores da FDE-Fundação para o Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo.

Tooro Nagashi

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Já passa de 22h30m e chego a cidade de Registro no Vale do Ribeira paulista. Sou surpreendido por uma queima de fogos e uma multidão nas ruas. Chego no hotel curioso como sou pergunto do que se trata. Trata-se do Tooro Nagashi um ritual japonês que é comemorado há 54 anos nesta cidade no dia de finados. Sigo o movimento das ruas e chego a Beira de um rio bem no centro da cidade. Uma multidão se confraterniza e ora. O dia que poderia ser apenas de tristeza, dor e saudade ganhou novo significado em Registro. A homenagem japonesa aos finados não só se tornou tradicional no municípoio, como traz um encanto especial e festivo. Vejo também pessoas agradecendo e outras pedindo. Pedidos de proteção, de saúde, de prosperidade e de dias melhores. A morte, na cerimônia do Tooro Nagashi , se transforma em luz com os barquinhos coloridos que ascendem as águas do Rio Ribeira de Iguape. Tudo em homenagem aos antepassados. As velas e os barquinhos começam a iluminar o belo rio que com se...