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Rede dos Amantes

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Rede de dormir, Rede de algodão, de tucum, de palha e de cipó como usavam os indígenas. Rede para relaxar e dá um bom descanso. Interessante que seu nome fora dado pelo escrivão mor Pero Vaz de Caminha ao avistar os aborígines que habitavam estas plagas. Qual residência no nordeste não se tem uma rede? Em quão longínquo rincão do Brasil não se vê uma rede pendurado no armador! A rede também se modernizou, de artefato indígena usado como leito, hoje ela é usada como peça de decoração. Das tribos ela seguiu para o mundo. Até no Planalto Central eu a vejo. Vejo-a e imagino com deve ser interessante deitar-se nela numa noite de lua cheia, tendo apenas as estrelas como testemunha. E se tiver nela acompanhando melhor ainda. Na rede, poucos sabem, mas também se namora e se faz amor. É um amor diferente. Os cinco sentidos são mais bem aproveitados. Na praia sente-se a brisa e avista o mar. No sertão e no cerrado aprecia-se o brilho do céu e o olhar de prazer do parceiro. Os be...

Viagem ao Maranhão Fabuloso

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Da varanda do ferry-boat eu vi beleza! Eu vi água e senti o vento que no mês de agosto sopra nos trópicos mais forte e mais quente, Porém o mar estava calmo, nenhum pouco revolto, tão sereno que não sentia nem balançar a embarcação. Anunciava a chegada de uma chuva e de repente um lindo arco-iris se descortina no céu. As ilhas na Baia de São Marcos com sua extensa vegetação e suas lindas e brancas garças num encantador sobrevôo. As longas e extensas terras cobertas de buritizais ao lado do mar. Quanta riqueza natural. Que Maranhão lindo e fabuloso! Realmente Pero Vaz de Caminha tinha razão ao escrever a sua carta ao Rei de Portugal: “nesta terra em se plantando tudo dá”. Aqui no alto deste barco fico a lembrar das belezas e riquezas que vi nesta terra. Vejo as escadarias e ladeiras da Rua do Giz, Os paralelepípedos da Rua do Sol, até aqueles que estão se soltando respiram cultura. Passar por cada um é como folhear as obras de Aluisio e Artur de Azevedo, de Gonçalves Dia...

Piaf - Um Hino ao Amor

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Fui ver o filme Piaf - Um hino ao amor. Sabia da vida sofrida e de inúmeros abandonos que a grande estrela da música francesa havia passado na infância e adolescência. A minha primeira oportunidade de conhecer a vida e a obra desta cantora foi através da grande dama do Teatro brasileiro Bibi Ferreira quando veio apresentar aqui em Fortaleza seu espetáculo Bibi Canta Piaf no Theatro José de Alencar. Ver o filme e o espetáculo de Bibi, o que encontro em comum nas duas obras é o talento destas duas atrizes que interpretam a estrela francesa. O filme é um verdadeiro quebra-cabeça da história de Édith Piaf, cheia de dramas, dependência química, amores e perdas e do reconhecimento do público ao talento. Confesso que uma das partes mais emocionantes do filme é a cena da morte de seu grande amor (o boxeador Marcel Cerdan), além de suas apresentações de "La Vien en Rose", é a canção mais célebre dela e se tornou um clássico, "Padam... Padam...", "Non je ne regret...

Violência e Juventude

Li na última sexta-feira o artigo da Jornalista Eliane Cantanhêde na Folha de São Paulo sobre a doméstica que fora espancada por jovens no Rio de Janeiro. Vejo que este problema é uma coisa que começa a se tornar comum no nosso dia-a-dia, infelizmente. Hoje passamos no nosso país por uma séria crise de Educação de Jovens, ou melhor, a falta de limites de uma juventude completamente alheia a valores. Apesar de ser solteiro e sem filhos, vejo que é uma realidade nas famílias principalmente de classe média a forma como os pais tratam seus filhos, o limite que antes era colocado pelos pais agora não ocorre mais, os pais querem somente se dizer "amigos dos meus filhos". Hoje os limites que antes eram colocados pelos pais ficam nas mãos dos professores, dos psicólogos e da Lei. Será que os pais destes meninos são amigos mesmo? Esta violência começa mesmo é em casa, quando as crianças chutam e batem nas suas babás, os pais muitas vezes acham natural. Depois que crescem além de ...

Os santos populares e as suas simpatias

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Acaba de ser lançado o ranking dos santos mais populares do Brasil pela revista História Especial Religiões. E lá estão entre os dez preferidos dos brasileiros: Santo Antônio, São Sebastião, São José, São João Batista, São Francisco, São Pedro, São Judas, São Benedito, São Paulo e São Cristóvão. Vejam que os que são festejados aqui nas festas juninas nordestinas estão aí citados Santo Antonio, São João e São Pedro. E a maioria deles são cultuados e usados para pedidos de amor, namoro e casamento. Tenho um livro chamado “ O livro das Graças”. Lá encontramos como alcançar uma graça e algumas simpatias que deveremos fazer para alcançar um pedido. Quase todos estes santos estão lá com suas histórias e áreas que tem maior atuação. Aí lembrei de uma amiga que segundo a sua mentora espiritual não conseguia namorado porque estava com os caminhos fechados, aí foi orientada a fazer a seguinte simpatia: todos os dias ela deveria ascender uma vela em forma de chave e colocar uma rosa amarela ...

Rosas Silvestres

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" As rosas silvestres têm um mistério dos mais estranhos e delicados: à medida que vão envelhecendo vão perfumando mais. - Era assim que eu queria morrer: perfumando de amor. Morta e exalando a alma viva." in A DESCOBERTA DO MUNDO. Clarice Lispector

Brasileiros não Brasileiros

Vou entrar agora numa área que é bem comum ao meu dia-a –dia que é a política. Afinal trabalho nessa área já há algum tempo. Lendo o artigo do psicanalista Contardo Calligaris na última semana na Folha de São Paulo fiquei extremamente indignado com essa brecha que a legislação brasileira tem no tocante a filhos de brasileiros nascidos no exterior e que pela atual legislação não pode ser considerado brasileiro. São os apátridas. Imagine vocês que esse termo eu conheci numa entrevista que vi da Elke Maravilha há muito tempo, pois ela nascida na Ucrânia, depois naturalizou-se brasileira e quando da ditatura militar por ter sido presa perdeu a sua identidade de brasileira e ainda hoje é apátrida. Mas vamos lá, imagine se meu pai nascido no Ceará e minha mãe idem, vão trabalhar fora do país e lá eu nasci, aí o sangue mais cearense, brasileiro e nordestino que corre nas minhas veias não é levado em consideração porque eu só posso ser considerado brasileiro depois de completar 18 anos e qu...